Por Richard Sousa
Na reportagem “no olho da rua” publicada pela revista Problemas Brasileiros sobre moradores de rua um dos pontos levantados foi mostrar como é a vida de uma pessoa em situação de rua dentro de um albergue: os problemas, as dificuldades, os preconceitos e também os motivos que os levam a chegar nessa posição social.
Abaixo é um trecho da reportagem que a repórter Natalia Viana aborta a situação dos moradores de rua dentro dos albergues.
A vida no albergue
Acostumados ao cotidiano da rua, muitos moradores não se adaptam à disciplina dos albergues da prefeitura, onde recebem comida, roupas e uma cama para dormir. Ali, são obrigados a seguir horários fixos, tomar banho, trocar de roupa e não beber. De manhã, devem acordar e voltar para a rua. "Logo cedinho já vêm os homens cutucando e mandando a gente trabalhar", reclama o baiano Eginaldo Barreto Cruz, cantor, dançarino e, atualmente, catador de papelão. Ele também alega falta de higiene em certos albergues: "Sujeira a gente ainda ignora, mas pulga não dá".
Mesmo assim, são poucos os moradores de rua que não recorreram pelo menos uma vez a um albergue, numa noite fria. Os candidatos ao pernoite têm de amargar uma demorada fila de espera do lado de fora. E, com essa freqüência esparsa, a tendência é reproduzirem lá dentro alguns padrões da rua. Como têm de dormir em salões enormes, com até 60 camas, não são raros os roubos, discussões e brigas. Não há dados oficiais que contabilizem essas ocorrências, mas a maioria acaba sendo resolvida entre eles mesmos.
Além disso, a falta total de privacidade, tanto no quarto quanto nos chuveiros, geralmente coletivos, acaba incomodando o albergado, segundo João Marcos, que atualmente mora no Abrigo São Francisco de Assis, no Carandiru. "Procuro chegar bem tarde, porque às vezes você tem um dia bom e aquela realidade acaba te entristecendo." Ele reclama, ainda, do fato de nenhum dos albergues da cidade ter sido projetado para esse fim. "No nosso abrigo, o problema é o banheiro. Somos cento e poucas pessoas e temos dois chuveiros e quatro sanitários. Imagine a fila..." Essa falta de estrutura acaba gerando também algumas aberrações, caso dos albergues Reciclázaro Gasômetro, no Brás, e Projeto Social da Comunidade Metodista do Povo da Rua, na Bela Vista, construídos sob viadutos, onde carros passam durante toda a noite, comprometendo o sono das pessoas.
Outra queixa freqüente refere-se a maus-tratos por parte dos funcionários. Um morador do Projeto Gente, no Canindé, que não quis se identificar, afirma ter visto um funcionário bater em um idoso, e outro assediar mulheres do alojamento. Porém, segundo João Marcos, não se pode generalizar. "Existem bons e maus funcionários. Alguns procuram conversar, e outros são autoritários, agem como se fossem donos do lugar”.
Confira a reportagem completa no link:
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=175&breadcrumb=1&Artigo_ID=2627&IDCategoria=2672&reftype=1
Veja também o documentário feito pelos alunos de jornalismo do 6º semestre no albergue " Projeto Samaritano " de São Bernardo do Campo.
Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=xLBmspMtjI8
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=eA0o415Pjs8
Escrito por Morando às 23h24
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Vamos fazer alguma coisa?
Por Lidia
Venho observando o comportamento das pessoas com relação aos moradores de rua, enfim não consigo ver nenhuma preocupação por parte da sociedade, o máximo é lançar mão de uma moeda e de sentir que cumpriu o seu papel. Ouvi estes dias um ditado que me chamou bastante a atenção, ele diz assism: "Para o triunfo do mau, basta que o bom não faça nada". Então será que vamos continuar de olhos fechados, e não rever as condições do nosso semelhante. Deixar de lado as críticas, o julgamento, lançar mão de um trocado, será que seria tão difícil trocar uma palavra, dar um pouco de atenção, e tentar efetivamente ajudar. Vou começar a repensar o meu próprio comportamento, quem sabe eu consiga fazer a minha diferença.....
Escrito por Morando às 22h44
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Você tem medo de quê?
Por Tatiana Brandao
É fácil encontrar pessoas falando sobre moradores de rua enquanto vítimas de uma sociedade, vítimas de outras pessoas, como eles próprios. Também se acham bastante cobranças de projetos vindos do Governo para abrigar e recolher essas pessoas temporariamente, colocando-as num depósito de gente excluída da sociedade.
Uma das questões que mais me chamam atenção é a construção da própria cidade. A arquitetura de uma metrópole como São Paulo, por exemplo, não beneficia nem facilita de forma nenhuma uma nova possibilidade para os moradores da rua. A manutenção da cultura de que todos necessitamos de propriedades privadas para que a vida funcione de forma X ou Y, que é o exemplo padrão determinado pela elite, faz com que continuemos com nossos hábitos sem que haja questionamentos sobre eles. Temos uma casa e precisamos de, pelo menos, um guarda na rua. Temos um carro e necessitamos de seguro contra danos e roubo. Freqüentamos com nossos filhos parques públicos cercados com grades e achamos normal. As grades representam o símbolo máximo do medo e da insegurança. Mas o pior não são as grades físicas, mas as que vivem espalhadas pelos nossos pensamentos e atitudes.
A classe média discute o morador de rua num jantar em família, enquanto todos tomam um bom vinho francês, tratando o assunto de forma séria e preocupada. Mas é só uma criança fedida e ramelenta encostar na mesa do Mac Donald's pedindo um pedaço do lanche de seu filho que a angulação do olhar já muda completamente. Se o menino de rua ameaçar muito a segurança dessa mesma família, provavelmente o pai pede para que o segurança o tire daquele espaço, que afinal é reservado para os que podem estar dentro das grades de proteção de qualquer estabelecimento, público ou privado.
É a supervalorização dos bens materiais e o medo excessivo de perdê-los, como se eles garantissem a felicidade. Em troca desta ilusão, ganhamos uma paranóia sem fim que nos tira o sossego e que nos gera a legitimação do medo de algo que talvez nem exista de fato.
A forma com que vivemos nas grandes cidades brasileiras é pior do que viver sem ser livre: vivemos com medo da liberdade.
Escrito por Morando às 23h25
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Projeto Oficina Boracéia
por Nivia de Souza.
Há cerca de uma semana atrás, eu vi no programa da TV Record ‘Balanço Geral’ uma reportagem sobre um programa feito pela prefeitura da cidade de São Paulo que conversava e tentava convencer moradores de rua da cidade a irem para um abrigo da prefeitura chamado Projeto Oficina Boracéia. A reportagem tinha um ar um pouco sensacionalista, já que esse é o grande chamariz do programa. Resolvi relevar este fato e assisti-la. Fui pesquisar na Internet sobre este projeto e os resultados que obtive foram poucos perto do que eu imaginava encontrar, afinal me pareceu um projeto bacana e de grande importância para a cidade. No site da prefeitura, encontrei a seguinte informação: ‘O projeto oferece uma diversidade de serviços, tais como: estacionamento das carroças, canil para os cachorros das pessoas em situação de rua/ catadores, núcleos familiares, trabalho socioeducativo, defesa dos direitos socioassistenciais dos usuários, núcleos de inserção produtiva para oferecer capacitação profissional e geração de renda e trabalho às pessoas em situação de rua, inclusão digital, cultural e bancária.’ O resto dos links que achei eram reportagens antigas. A grande maioria datava nos anos de 2005 e 2006. A informação mais atual sobre o Projeto Oficina Boracéia foi a citação da candidata derrotada para a prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, no debate realizado com o vencedor e atual prefeito Gilberto Kassab na Rede Globo. Marta dizia ao prefeito que o Projeto Oficina Boracéia estava abandonado. Espero, realmente, que essa informação dada pela Marta Suplicy esteja errada pois esse projeto, depois de tudo que vi e li sobre, tem uma ótima intenção de atender o morador de rua de forma ampla, não só cessando sua fome mas também outros aspectos deteriorados por sua dura vida na grande selva de pedra brasileira.
Escrito por Morando às 17h26
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Entrevista com o psicólogo Rafael de la Torre Oliveira
Por: Álvaro Perazzoli Fotos: Álvaro Perazzoli O psicólogo paulista Rafael de la Torre Oliveira, de 24 anos, discute nessa entrevista questões relacionadas à imagem social, reinserção e o comportamento dos moradores de rua.
Morando na Rua: Qual sua visão sobre os moradores de rua? Rafael de la Torre Oliveira: São pessoas às margens da sociedade, fazem parte do sistema neoliberal, que muitas vezes são levadas por razões sociais e psicológicas. Razões sociais falam melhor por esta questão.
MR: Como você considera a ação das pessoas que optam por morar na rua? RTO: Há muitos aspectos que devem ser levados em conta. É necessário analisar a estrutura familiar e as expectativas da família com relação a esse indivíduo. A função familiar ficou marginalizada pelo capitalismo, portanto a escola é quem deve tomar este papel, que é inserir a pessoa nos valores da sociedade. Isso pode ocasionar um conflito entre a realidade da pessoa e a realidade familiar, logo a opção deste indivíduo pode não ser a expectativa dos pais.
MR: Quais são os valores da sociedade que a escola deve passar? RTO: Os valores da moral, porém o sistema educacional não tem apoio e os professores acabam também marginalizados em relação à instituição. Em uma sociedade onde a família está marginalizada, o educador acaba tendo que fazer o papel da mãe e do pai. Logo o indivíduo não se reconhece, diante desta realidade a escolha pode ser a rua, ou seja, o mundo das experiências, onde o limite é exceder. E partindo de uma visão anarquista, essas pessoas de certa forma estão contra o poder e acabam vivendo em um sistema paralelo.
MR: Qual a sua visão sobre as pessoas que moram na rua devido o fracasso social, ou seja, por condição? RTO: A sociedade que a gente vive exige complexibilidade e modernidade, onde uma criança mal nasceu e já deve estar matriculada em uma escola e falar cinco idiomas. Não sei onde fica a identidade dessas pessoas perante essas exigências do mundo empresarial. Alguém da sua escola ou faculdade disse para você fazer psicologia, jornalismo ou isso já estava internalizado em você? Não dá para classificar como alienação, pois essa pessoa já se conhece nessa rotina, já está interiorizado nela, ela já pensa que faz parte disso. São valores pregados pelo sistema como “bem estar - social” e nessa sociedade não pode ter falhas. As pessoas marginalizadas são falhas desse sistema, portanto é muito mais fácil classificar como fracasso social pessoal do que dizer que esse modelo de sociedade não funciona.
MR: E o desespero incessante pelo sucesso? RTO: O sucesso é uma cobrança exigida desde que você nasce. São valores que são passados por praticamente todos os meios de comunicação. Você pode analisar pelas imagens da mídia, são sempre alegóricas. Para ser feliz tem que ter dinheiro, tem que ser bem sucedido, tem que usar um terno caro, as mulheres ao seu lado devem ser bonitas, tem que ter uma casa na praia. A sociedade prega essa imagem. A propaganda do Mac Donalds, por exemplo, pelo que me lembro, as pessoas usam terno, vão na hora do almoço, são bem sucedidas. Essa é a imagem. Se você for no nessa rede fast-food você será “bem sucedido”, eles iludem você nessa ideologia. É necessário entendê-la, pois ela fala 20% da realidade e maquia 80% do que não é. Não é possível construir uma ideologia somente em mentiras, tem que ter algo de verdade. Então é nesse aspecto que a cobrança vem.
MR: Como sabemos, alguns sem teto estão na rua como opção e não por condição. Com base nisso, qual a sua análise sobre o conceito de que todo morador de rua deve ser desesperadamente reintegrado? RTO: É basicamente o problema que teve lá no Amazonas de inserção, acho que em 2.005. Um vereador “muito inteligente”, quis levar para os índios, escola, educação e informática. Mas o que não foi perguntado, foi o porquê o índio tem que saber informática. Acho que deve ser compreendido o que ele realmente precisa, como a técnica de pesca, a preservação de suas reservas, coisas desse tipo, coisas da cultura dele. Uma vez eu estava em frente ao MASP e veio até a mim uma pessoa que faz artesanato. Ela perguntou se poderia fazer um anel para mim, eu disse que sim. Nesse intervalo de tempo ele comentou que morava na Bahia e veio para São Paulo de bicicleta tendo já ficado em diversos estados. Perguntei se ele era feliz. Ele respondeu que sim, que era realmente feliz. Posso dizer para você que essa foi uma das pessoas mais sinceras que conheci em toda minha vida, porque se você analisar, qual o motivo que ele teria de mentir para mim? Foi ele que escolheu isso. Comentou também que seus pais também são assim e nesse momento estão viajando para algum lugar. No fim, o máximo que ele me pediu foi um real para ele poder dormir e comer. Essas pessoas não devem ser tratadas como seres que têm problemas, marginais ou que passam a imagem de fracasso. Falta compressão. Sobre o trabalho, eles trabalham de verdade, pois fazem o trabalho que realmente precisam. É um sistema paralelo, pois quase todos eles se conhecemse ajudam na medida do possível. É de certa forma uma coletividade em uma realidade onde talvez os laços são mais humanos e as relações são mais verdadeiras. Eles não são presos ao sucesso e ao conceito de que tem que passar por cima de tudo. O “eu” é colocado de lado na sociedade que faz valer o velho ditado de que o “eu mais eu é igual a eu”, talvez para eles o “eu mais o mundo é igual a nós”.
MR: Defina reintegração RTO: Não sei se é necessário, pois depende do que é e para que você vai reintegrar alguém. Se você não tem uma visão altruísta que te cega. Você quer ajudar, mas e daí? E se o sujeito não quer essa ajuda,? É necessário prestar atenção nas suas vontades pessoais para não ser colocadas a frente do que o que a pessoa quer de verdade.
MR: Como você explica a patologia psicológica que muitos moradores de rua apresentam? Ao que se atribuí isso? As drogas, a solidão? RTO: As patologias apresentadas sobre as formas de delírios e alucinações podem ser devido ao uso excessivo de drogas e talvez uma tendência biológica devido a características da desnutrição. Isso tudo ajuda essas pessoas a apresentarem essas manifestações. Isso acaba entrando no ambiente da psiquiatria. Agora sobre a pergunta da causa, é necessário analisar a história de cada um, pois algumas neuroses podem vir da infância, isso na área psicológica. Na área psiquiátrica, seria necessário fazer uma intervenção, fazer um diagnóstico e dar o remédio.
MR: Para as pessoas que estão na rua por condição social e desejam serem reintegradas na “sociedade do consumo”, quais tipos de tratamentos deve ser levado em conta nesse processo?
RTO: É necessário desenvolver um trabalho através uma equipe multidisciplinar. É necessário ter políticos engajados nessa possibilidade, educadores, médicos e a imprensa para divulgar esse projeto. É necessário um lugar específico para se fazer essa reinserção, que pode ser um CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que é um local que faz tratamento psicológico e psiquiátrico para pessoas carentes. Porém é muito frágil falar de um programa de reinserção em uma realidade como a do Brasil, pois dificilmente eles serão reinseridos sem carregar nenhum estigma de um ex-morador de rua ou de um “ex-marginal”. É necessário uma mudança social completa.
MR: Essa mudança é possível? RTO: Hoje em dia? É muito difícil...
Escrito por Morando às 20h49
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Oportunidades
Por Fabrício Cortinove Pelachine
Muitos moradores de rua são vistos diariamente pela as ruas das grandes capitais mundiais seja dormindo em alguma sarjeta ou pedindo dinheiro nas casas da vizinhança.A bebida é o que salva a angustia desses durante alguns momentos, mas quando voltam a si relembram a vida cheia de sofrimento que esta no seu dia-a-dia.
A madrugada traz diferentes panoramas enquanto que alguns se divertem em festas,boates,bares entre outros ambientes de divertimento existem aqueles que sentem o seu lado cruel.Enrolados em cobertores quando se tem sorte, mas em muitas vezes estão cobertos por jornais ou papelões para se livrarem do frio.
Várias pessoas os enxergam como algo fora da realidade daquele ambiente ou ate mesmo que são eles que acabam com a reputação do país, mas seria isso mesmo?
Não seria o errado aquele que não da uma oportunidade para esses melhorarem de condição de vida?
Essa é uma pergunta que todos deveriam se fazer em que ao invés de ficarem apenas criticando ou tendo compaixão apenas por esses não seria melhor procurar soluções para tentar resolver esses problemas?
Escrito por Morando às 20h23
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Limpeza social
Por Monique Abrantes
Em 2005, na gestão do até então prefeito José Serra rampas de concreto com características ásperas e incômodas chamadas de “antimendigo” foram construídas nas imediações da avenida Paulista na passagem subterrânea que leva à avenida Doutor Arnaldo, em São Paulo. Segundo o subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo "houve muitas reclamações sobre assaltos no local quando o trânsito fica lento e recebemos informações de que havia um ponto de drogas ali. Por isso, estamos fechando as pontas do viaduto".
Outras ações “higienistas” por parte da prefeitura e criticadas por várias entidades foram a expulsão de moradores que viviam embaixo do viaduto na rua João de Moura, em abril do mesmo ano, e a expulsão da cooperativa de catadores de Pinheiros.
Para o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo da Rua, a rampa é uma solução "não inteligente, desumana e higienista". "Se o problema realmente existe [assalto], nenhum de nós é a favor que continue. Não queremos que as crianças fiquem na rua, assaltem ou cheirem cola. Mas a rampa vai simplesmente mudar o problema de lugar."
O presidente da Associação Paulista Viva, Nélson Baeta Neves, defende a ação da prefeitura. "O cartão-postal da cidade tem de ser preservado. Sabemos das dificuldades sociais, mas não dá para ter gente morando na Paulista. A cidade precisa de ordem." Ele acredita que, quando um cidadão mora na rua, ocupa um espaço público e prejudica o restante da comunidade.
Conclusão: é famosa frase 'jogar o pó para debaixo do tapete'...
Escrito por Morando às 21h38
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Esmolar ou fazer caridade? Parte II
Por Patrícia Macedo
Para o advogado, Carlos Sodré Lana, católico praticante e membro da Associação Devotos de Fátima, a esmola é uma prática apoiada pela igreja e engloba a ação da caridade. Segundo Sodré, “sempre haverá os mais necessitados e a nossa obrigação é dar o que não nos falta”.
Em grego, a palavra esmola é eleêmosyne que vem de elos e significa compaixão ou misericórdia. Enquanto o termo caridade vem de caritas de origem latina e quer dizer amor ao próximo. Ambas as palavras, expressam preceitos do discurso católico, o qual, de acordo com Sodré, se baseia nos princípios de “virtude, fé, esperança e caridade”.
Segundo o sociólogo e professor Alberto Moraes Ferreira, “a caridade, se vinculada a ações sociais, que ajudam a promover a emancipação daquele indivíduo, visando uma melhora da qualidade de vida, como projetos de alfabetização ou capacitação profissional, pode ser considerada algo positivo”.
A respeito da esmola, Ferreira diz que: “essa prática colabora com a manutenção de uma situação desconfortável, na qual quem não tem, continua sem nada e quem tem apenas reafirma sua situação economicamente superior”.
O sociólogo comenta que é complicado condenar a esmola em certas situações: “às vezes ações rápidas, como a esmola, resolvem necessidades imediatas, como fome e frio, mas não podem ser consideradas as únicas alternativas”.
Escrito por Morando às 20h50
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Sim, é possível. Existe Aurora.
Por Renan Vieira
Criado na cidade de Salvador em 2004, Aurora da Rua é um periódico que busca dar vez ao morador de rua. Possui uma tiragem de dez mil exemplares e é vendido a um real. Os vendedores? Moradores de rua. São pessoas que conseguiram se equilibrar na vida e hoje têm um motivo para viver. O jornal conta com a ajuda de jornalistas e voluntários, também conta com a mão-de-obra de quem mora na rua, inclusive, na elaboração de pautas, na diagramação, na edição e outras funções que um jornal necessita para ser publicado.
Aurora da Rua vai além um simples jornal informativo. Busca dar voz a quem não é escutado pela sociedade. Ele mostra a verdadeira face do morador de rua e revela o outro lado da história, um lado que não é perceptível em meio à velocidade da vida moderna. O jornal de Salvador é considerado, de fato, um jornal de rua, já que seus produtores sobrevivem na rua e seu conteúdo tem como base histórias de vida dessas pessoas.
A publicação ainda tem o intuito de contribuir para a inserção desses moradores de rua à sociedade. Eles encontram dificuldades, principalmente, no momento de conseguir um emprego. O jornal exemplifica que é possível através de vontade e criatividade modificar situações que parecem imutáveis. Aurora da Rua mudou a vida de muitos cidadãos.
Site do jornal bahiano Aurora da Rua: http://www.auroradarua.org.br/index.php
Escrito por Morando às 22h16
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Existe uma luz no fim do túnel
Por Lidia
Ubirajara Gomes da Silva, 27 anos, morador de rua passou em consurso público pelo Banco do Brasil em Recife. Por pura perseverença Ubirajara vai mudar a sua vida. Estudando nos bancos das praças, frequentando bibliotecas públicas e acessando internet em lan-houses, ele passou a se preparar para prestar o concurso. Vivendo nas ruas à pelo menos 12 anos, depois de ter fugido da casa que vivia com a avó e seus irmãos, Ubirajara decidiu por um futuro melhor e traçou a linha do seu destino. Destino este com um horizonte mais cheio de perspectivas. A princípio ele só quer ter uma casa e fazer faculdade. Parabéns Ubirajara....Quem sabe você possa servir de exemplo para mais pessoas que lamentavelmente se encontram sem perspectiva e motivação para um futuro melhor e digno.
http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL617037-9654,00-MORADOR+DE+RUA+PASSA+EM+CONCURSO+DO+BB+E+ASSUME+CARGO+EM+JULHO.html
Escrito por Morando às 14h12
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Chuva causa transtorno aos cidadãos de São Bernardo
Texto e Imagem: Richard Sousa
A forte chuva que caiu, nesta última quarta-feira, fez com que cidadãos da cidade de São Bernardo do Campo enfrentasse problemas como congestionamento, alguns pontos de inundação, superlotação no ônibus e a sujeira acarretada pela água.
De um percurso que demora, aproximadamente, 30 minutos com a chuva os passageiros levaram de duas a três horas para chegar ao destino final. Havia um grande congestionamento no corredor formado pelas avenidas Piraporinha, Lucas Nogueira Garcez, até a região do Paço Municipal.
Duas ruas que dão acesso à avenida Brigadeiro Faria Lima ficaram inundadas, na Alameda Dona Tereza Cristina, ao lado do fast food Habbi´s um carro (Blazer) ficou ilhado, sem poder se locomover. Já na Alameda São Savino duas motocicletas conseguiram atravessar a rua alagada.
Eram homens, mulheres, crianças e idosos correndo para lugares cobertos ou para pontos de ônibus tentando de alguma forma não ficarem encurralados pela água, em vários casos passando entre os veículos, no meio da avenida, porque os bueiros transbordaram inundando também as calçadas. Ainda se deparavam com ônibus superlotados.
Mesmo com os veículos adaptados para deficientes físicos a cidade ainda não está totalmente apta para eles. É preciso acabar com esses focos de inundação e adaptar também as calçadas para que não só os deficientes tenham mais facilidade para usar o transporte, mas também os idosos e toda a população.
Mendigos
Para os moradores de rua a intensa chuva deixa-os numa situação ainda pior. As ‘casas’ montadas com papelões, madeiras e cobertores velhos ficam encharcados ou são levados pela água. Perdem o pouco que têm como alimentos e roupas que geralmente são recebidos por doações. Os albergues que já são lotados não permitem a entrada de mais mendigos e a única solução é correr para debaixo dos viadutos, lugares cobertos ou abandonados.

O nível da água chega a passar as rodas da moto.

Morador de rua pensando a onde irá montar sua
'casa' depois que passar a chuva.
Escrito por Morando às 04h11
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Manoel, o repositor
Por Tatiana Brandão
Pai de Luiza e marido de Adriana. Irmão de Rosinha, Eduardo, Alexandre, Ana, entre outros. Tem 20 anos de idade e trabalha, há 1 ano, no Pão de Açúcar de um bairro de classe média alta de São Paulo. Está terminando o ensino médio este ano, Manoel é rapaz esforçado. Estuda no supletivo de manhã, dorme à tarde e trabalha das 19h às 7h da manhã. Nas folgas, gosta de fazer planos para o futuro com a esposa. Quem o vê numa situação dessas não diz que há poucos anos Manoel era uma daquelas crianças que viviam e dormiam a céu aberto, fizesse chuva ou sol.
E foi na época em que sentia vergonha de olhar com a cabeça erguida para uma pessoa, que a visão do menino começou a mudar. O modo de encarar o mundo foi transformado através da experiência lúdica, da arte de brincar. Um projeto desenvolvido por uma única pessoa, João, que levava crianças de rua para parques públicos para participarem de brincadeiras de roda com outras crianças que estivessem no local. Uma grande roda de brincadeiras simples e divertidas como o mestre mandou, música com o corpo, cirandas, e... já era o suficiente para que, com muita risada, a integração acontecesse. Porque afinal, criança é criança independente se está com o tênis mais legal ou descalça. E no caso das brincadeiras de corpo, os descalços com roupas confortáveis são sempre os privilegiados.
Manoel voltou a estudar ainda morando na rua. Houve um incentivo muito forte por parte de João quando percebeu que a comunicação aconteceu, a confiança havia sido estabelecida e o objetivo alcançado: uma criança com auto-estima e sonho recuperados. Através de Manoel, a família procurou saber quem era João e também se envolveu com o projeto. Colaboraram, todos eles e, juntos, desenvolveram outras atividades durante pouco mais de 1 ano. Até que voltaram para Marsilac, o bairro onde a família tinha a casa de um cômodo.
Cinco anos depois, Manoel dorme pouco. Não se alimenta muito bem, mas também não passa fome. Desperdiça muitas horas no ônibus indo e voltando para o trabalho, onde desempenha a função de repôr produtos nas gôndolas. Para que nunca falte variedade de comida para os moradores da região do Borba Gato, que passam diariamente sempre muito apressados e que se irritam se o produto em promoção não está na prateleira.
Escrito por Morando às 19h07
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O Movimento
Por: Álvaro Perazzoli Imagem: http://www.mtst.info
O MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) surgiu no Brasil no final da década de 90. A falta de política habitacional na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso foi um dos principais fatores para a explosão do MTST e dos movimentos de moradia no ano de 1999. Derivado do MST (Movimento dos Sem Terra), o MTST surge a partir da necessidade de uma ação urbana, já que o trabalho depende da moradia. Os principais objetivos são a luta organizada contra a falta de habitação e o combate a miséria nos centros urbanos brasileiros. A ocupação de um latifúndio urbano ocioso e a mobilização popular são as principais formas de ação do movimento. Segundo o grupo, essa é uma forma de lutar contra a sina capitalista, de que o pobre nasce, vive e morre oprimido. O movimento é organizado, possuí centros de educação, setores de formação política, brigadas de guerrilha cultural, um departamento jurídico e um portal com informações atualizadas e clipping sobre todas as ações divididas por ocupações. As principais ocupações no estado de São Paulo, são: João Cândido, Itapecerica da Serra; Carlos Lamarca, Osasco; Chico Mendes, Taboão da Serra; Santo Dias "Ocupação da Volks", São Bernardo do Campo; Rosa Luxemburgo, Osasco; Anita Garibaldi, Guarulhos; Parque Oziel, Campinas.
Site oficial: http://www.mtst.info
Escrito por Morando às 17h16
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Vírus Da Bondade
Por Nivia de Souza.
Hoje é dia 10 de novembro e grande parte do comércio paulistano já está decorado para o Natal. Parece que a cada ano, a corrida para quem enfeita primeiro seu estabelecimento começa mais cedo. Sendo assim, vai chegar um tempo em que tudo estará decorado para o Natal 365 dias por ano. É no Natal, que as pessoas contaminadas pelo ‘espírito natalino’, redimem-se de todos os seus pecados feitos durante todo o ano e saem por aí querendo ajudar organizações não governamentais, instituições de caridade, orfanatos, creches, moradores de rua. Mas, e no decorrer dos outros dias do ano, será que essas pessoas também não precisam de ajuda, de alimento, roupas, carinho? Talvez, esse seja um dos maiores obstáculos que as entidades que cuidam dessas pessoas, tenham que transpor: a falta de ajuda em outras épocas do ano sem ser o Natal. Quando conversei com o senhor José Carlos, diretor do Lar Bom Repouso que cuida de pessoas que antes moravam nas ruas de São Caetano do Sul, ele citou essa situação. Disse também que é difícil fazer com que as pessoas deixem de assistir a novelas das oito para sair de casa e ajudar quem precisa. É preciso que esse ‘espírito natalino’ nos contamine de uma forma irremediável, como um vírus sem cura. Todos os dias, em todos os cantos da nossa cidade, sempre existe um alguém que precise de nossas mãos estendidas, do olhar atencioso e de mínimas ações que, talvez, façam a diferença no dia dela.
Escrito por Morando às 18h37
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Eles ajudam?
Por Fabrício Cortinove Pelachine
A violência contra moradores de rua é algo totalmente fora de si e que bate de frente com os direitos humanos.Não sendo nem respeitados pelos próprios policias que deveriam protegê-los e assim exercendo a sua profissão corretamente, que é de proteger os cidadãos.
Um exemplo dessa ação policial contra moradores de rua foi o protesto realizado por 400 pessoas no dia 19 de janeiro de 2007 nas ruas do centro de São Paulo e que esta disponível no link do site: http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=883.
Esse protesto recordou as atrocidades com que moradores de rua foram recebidos pela Guarda Civil Municipal(GCM) no dia 24 de dezembro de 2006, no vale do Anhangabaú, já que naquele dia deveria haver uma confraternização organizada pela prefeitura.A festa oferecia shows e cestas de Natal para moradores de rua, mas foi interrompida quando os guardas civis começaram a revistar um jovem que dormia sob um viaduto próximo.Revoltados com a forma de abordagem da GCM, os participantes protestaram e foram surpreendidos pela violência policial.
Esse fato é apenas mais um exemplo dos acontecimentos que envolvem a preparação ruim da polícia quando o assunto se trata de moradores de rua.Mas a pergunta que fica é ate quando isso irá continuar?
Escrito por Morando às 15h09
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A violência com que são tratados
Por Monique Abrantes
Um dos maiores problemas enfrentados por pessoas que vivem nas ruas é, quem sabe,o preconceito e a ignorância que existe por parte de alguns membros da sociedade.Em 2006 cinco moradores de rua foram queimados no centro do Rio de Janeiro num espaço de quatro dias. Em agosto duas pessoas foram queimadas durante a noite na porta de um posto de saúde em Alagoas e o mesmo aconteceu em outubro desse ano, com um morador de rua no Tatuapé, SP. Todos os casos foram encaminhados para Distritos Policiais, mas o desfecho da investigação não veio ao público. Os culpados aparentemente não foram encontrados e para a sociedade esse só é mais um caso que se tornou notícia, causou um espanto momentâneo e caiu no esquecimento mais uma vez.
O tratamento que a própria mídia oferece a casos que nem esses na maioria das vezes cumpre um papel omisso, princípio muito diferente do que deveria ser, de não apenas informar, mas de cobrar ações tanto por parte do estado quanto da sociedade. Passa a impressão de que só é mais um para ser divulgado. Porém quando acontece um fato que é padrão do noticiário “pobre” em altas classes, a sociedade pára, boquiaberta para assistir a barbárie que acontece na nata social. Exemplo disso foi a maneira sensacionalista que o caso Isabela Nardoni foi exposto nos diversos meios de comunicação.
E fica a pergunta: qual a diferença, se tratando de seres-humanos, de um caso que acontece na classe média brasileira e de uma pessoa que não pertence a classe nenhuma?
Escrito por Morando às 23h37
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Esmolar ou fazer caridade? Parte I
Por Patrícia Macedo
A esmola, frequentemente presente em nosso cotidiano, desperta divergências a respeito da sua teórica finalidade: ajudar. Apesar dos moradores de rua serem constantemente associado a esta prática, ela não está restrita somente a eles.
Pelo contrário, cerca de apenas 15,7 % das pessoas em situação de rua utilizam a esmola como principal recurso de sobrevivência, segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
Ao consultarmos o dicionário Michaelis, a palavra esmola pode ser considerada um sinônimo para caridade. Apesar da origem religiosa de ambas as palavras, será que realmente a caridade pode ser reduzida apenas ao ato de dar esmola?
“Geralmente a pessoa dá esmola pra fazer aquilo desaparecer, a situação mexe e incomoda ao mesmo tempo”, diz Maria Lúcia Pereira, dona de casa e voluntária do Centro Espírita Laços Ternos.
Ela participa do trabalho conhecido como “sopão”, cujo objetivo é distribuir sopa para pessoas que dormem nas ruas de São Paulo. Maria Lúcia considera caridade e esmola atos distintos: “a caridade nem sempre está vinculada a algo material, você tem que tentar entender o que realmente aquela pessoa precisa no momento”.
Escrito por Morando às 23h27
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Pesquisa traça perfil dos moradores de rua do país
Por Renan Vieira
A maioria dos moradores de rua do Brasil são alfabetizados. É o que aponta uma pesquisa feita a pedido do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Sendo a maioria jovens, 52%, a pesquisa ainda revela que são pessoas que abandonaram suas casas por conta da dependência química ou do desemprego.
Por uma equipe de 1479 pesquisadores e assistentes sociais, foram questionadas, através de 20 perguntas, 31.922 pessoas em diversas capitais do país. Em relação à raça, a pesquisa diz que 39,1% se declararam pardos, 29,5% se disseram brancos e 27,9% se identificaram como negros. 27,5% dos entrevistados trabalham como catador de material reciclável, 14,1% como flanelinha, 6,3% trabalham na construção civil, 4,2% na limpeza, e 3,1% como carregador. A remuneração nesse tipo de trabalho é muito baixa. Muitos ganham entre R$ 20 e R$ 80 por semana, o que é insuficiente para sobreviver em condições dignas.
Os entrevistados responderam que, geralmente, sofrem preconceitos ao serem impedidos de entrarem em espaços públicos, como shopping centers e transportes coletivos. Um terço dos questionados disseram ter algum problema de saúde, sendo 10,1% sofredores de hipertensão, 6,1% de problemas psiquiátricos e 5,1% de AIDS/HIV.
O programa para desenvolvimento das Nações Unidas afirmou que no Brasil há 7,5 milhões de pessoas vivendo em condições precárias. E ainda segundo a ONU, o ato de morar na rua é uma realidade mundial e atualmente existem cerca de 100 milhões de pessoas morando nessas condições.
Escrito por Morando às 21h13
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Fotos de Moradores de Rua : Por Richard Sousa








Escrito por Morando às 16h31
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Projeto Anjos da noite
Por Lidia
Procurando e pensando no que escrever sobre os excluídos me deparei com essas pessoas que fazem a sua parte, ajudando moradores de rua. Deparei-me com relatos de seres humanos que ainda têm a capacidade de se aproximar do seu semelhante e não fechar os olhos. Segue um texto de um dos participantes que conseguiu colocar em palavras o que realmente essas pessoas precisam.
“Esses desafortunados não precisam somente de comida para o sustento do corpo. ... é necessário alimentá-los a alma; Não precisam somente de água para lhes matar a sede ... pois têm sede de vida; Não somente de um cobertor para cobri-los nas noites frias ... pois buscam abrigo no respeito e no carinho; Não só precisam do relacionamento social ... pois precisam da troca sadia humana; Não só ser ouvidos precisam ... é necessário entendê-los; Não só lhes falar ou cumprimentar é necessário ... é imperativo incentivar e esperançá-los; É necessário faze-los sentir que vivem, e que a vida vale a pena”.
Kaká
http://www.anjosdanoite.org.br/projetos.htm
Escrito por Morando às 22h49
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